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Welcome to the website of the research area in Informatics and Society, affiliated to the Systems Engineering and Computer Science Program (PESC) , one of the graduate programs at the Alberto Luiz Coimbra Institute for Graduate Studies and Research in Engineering (COPPE) , Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ).

Here you will find the main information about the research area, such as affiliated faculty, scholars and students, topics of interest, courses, publications, application and admission process, among others.

The research area in Informatics and Society gathers a group of scholars and students with different levels of education (high school, undergraduate, master's and doctorate) in teaching-research-outreach projects related to the development of scientific articles, monographs, dissertations, and audiovisual materials and also to the activities of the Informatics and Society Laboratory (LabIS).

Nota de Pesar

FOI-SE LATOUR, UM CHEF DE CUISINE EUROPEU DE VERDADES DIFÍCEIS E ÚTEIS TAMBÉM AOS BRASIS

É como se Bruno Latour houvesse nascido em uma nova cozinha onde só houvesse novos ingredientes e condições para preparar os pratos a serem servidos a exigentes comensais pensadores das ciências e das tecnologias. Tendo ele sempre estado nesta nova cozinha, de cuja construção participou como um dos principais arquitetos, e dotado de excepcional capacidade comunicativa, Latour quase não teve opção a não ser militar ativamente a favor da nova culinária.

Os Science Studies são a nova cozinha. De fato, ela não chega a ter propriamente uma arquitetura, mas seus primeiros ingredientes, temperos e equipamentos foram definidos nos “estudos de laboratório” dos anos 1970-1980. A partir daí, Chef Latour elaborou um novo e diverso cardápio de políticas de conhecimentos tecnocientíficos, ecológicos, verdes, orgânicos, caipiras, ancestrais: “o artigo científico”, “hierarquias, autoridades e escalas na tecnociência”, “Natureza-Sociedade – uma ‘trama inconsútil’”, “o chamado ‘modelo de difusão’”, “onde aterrar?” e muitos outros que, uma vez (re)“situados” no Brasil, trazem à mesa alternativas à fast food envenenadora da intelectualidade conformada à colonialidade brasileira.

Se, como dizem por aqui, a cozinha é o centro da casa, Latour soube como poucos nos levar novamente ao centro, às tecnologias e aos saberes dos experts ocultos nas bancadas. Seu interesse pelos ingredientes e temperos, suas agências e sua capacidade de “fazer fazer”.

Ao longo de décadas de associações livres Latour ajudou a recompor o cenário CTS no Brasil levando-nos a dialogar com etnólogos, ecólogos, biólogos, filósofos, designers, economistas, lideranças indígenas e quem mais reivindicasse coabitar a Terra. Reconhecimento e partilha que o acompanharam desde sua crítica ao estatuto dos modernos ao propor um terceiro princípio de simetria, aquele que não apartasse os próprios modernos das perspectivas dos não-modernos.

Latour foi profícuo em descrever modos de existência, e ao fazer isso forjou ferramentas teóricas tão potentes capazes de agir como inscritores de tantos mundos possíveis quanto fôssemos capazes de viver. O caminho nunca foi evidente, mas como “formigas”, sigamos seu rastro.

Ivan da Costa Marques

Guilherme Sá

Ex-presidentes ESOCITE.BR

São Paulo/Brasília, 9 de outubro de 2022

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