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Fernando Severo

Severo ou Severino são meus nomes, Fernando é apelido. Prefiro ser chamado pelo nome porque apelido é só para os mais chegados. Sou engenheiro por formação acadêmica, professor por opção política, educador por necessidade, maricaense por sorte e flamenguista por sina (Rocha, uma vida toda + 15 dias). Nos tempos de graduação, flertei com a educação, mas só flertei com a ensinagem. Fui um professor, adestrador de cursinho, um vomitador de cartilhas, contudo o calor do dia-a-dia com a molecada mantinha um prazer em ensinar coisas que não nos cativavam. Também trabalhei como engenheiro em empresas multinacionais de mercado. Tentei, juro que tentei, ser um homem de bem. Afinal, havia estudado a esmo para isso, mas parece que não tive vocação para o conservadorismo. O jogo começou a virar quando conheci Clara, Lina e Thiago, jovens universitários de uma jovem universidade no Vale do Jequitinhonha. Elas queriam viver a utopia de um Brasil justo e solidário, embarquei nesse sonho, havia tempo. Trabalhei (e ainda trabalho) na Petrobras e lá descobri uma outra educação pela pedra (Cabral de Melo Neto, 1966) com o Programa de Responsabilidade Social Corporativo. Nesse programa além de ganhar um irmão das almas (Cabral de Melo Neto, 1969), o Luiz Arthur das “moedinhas” sociais e digitais, percebi que no mundo corporativo havia corpo, havia afeto, e lá toquei o Tecnojovem, um projeto impressionante que me (re)aproximou de uma vez por todas de uma molecada fantástica do Rio de Janeiro. Esse mesmo Luiz Arthur puxou uma linha e pediu que a segurasse. Era a linha de pesquisa Informática e Sociedade do Programa de Engenharia de Computação e Sistemas da COPPE. Lá virei mestre (2016) e agora tento ser doutô. Lá conheci Henrique Cukierman e José Marcos Gonçalves, mais dois irmãos/mestres das almas, e o outro punhado de pesquisadores e pesquisadoras engajadas com suas pesquisas vivas e atuantes. Foi e é nessa linha que vivi e vivo as experiências e os experimentos mais vibrantes e surpreendentes da minha fase adulta. Foi nessa linha que aprendi que programação não é só orientada a objetos, mas que também é orientada a causas. Foi nessa linha que aprendi a amar as pessoas do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) e a Cooperativa Dedo de Gente. Foi nessa linha que conheci Tião Rocha e aprendi que cultura é matéria-prima de software. Foi nessa linha que aprendi com meu melhor amigo educador, Henrique Cukierman, a cozinhar, a escrever, a atuar, a respirar, a ler (para alguém), a caminhar, a sentir e a ser feliz em uma disciplina acadêmica chamada Computadores e Sociedade (lá aprendi a ser outro professor, lá aprendi a ser educador). Foi nessa linha que a melhor equipe do mundo me deu o maior presente: o menor laboratório do planeta, o LabIS. Meu nome está escrito nessa linha. Meu nome se escreve com essa linha. Nessa linha se escreve o amor.

E-mail:  severo@cos.ufrj.br

Currículo: http://lattes.cnpq.br/6222938653563066